09/05/2012

A PRIMEIRA VEZ - DEPILAÇÃO

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos m...e avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.    


- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.

- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de "Calígula" com "O albergue".
Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo.
De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?
- .é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma esp átula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. 
Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo.
"Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra
quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo: "Baixe a calcinha".... como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar?!... eu estava com
sede de vingança.
Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Mas eu ainda estou na luta...
Fica a minha singela homenagem para nós mulheres!

03/08/2011

O MELHOR DO CAMELÓDROMO DA URUGUAIANA RJ

Sempre gostei do Centro do RJ e trabalhar lá é ótimo, mas seria melhor ainda se não fossem os engarrafamentos que pego pra chegar até lá.
Tenho que declarar que amo o camelódromo da Uruguaiana. Lá é lugar de calor humano (No verão, calor humano e desumano!) Adoro comprar tudo que engloba tecnologia e presentinhos para meu celular.
De todos os boxes que já comprei algo, posso dizer que tem um especial que tem o melhor preço. É o Box do Sr. Careca e da Sra. Célia. Pra se terem uma noção, fiz uma pesquisa de preço da bateria para meu celular, e só achei Valores médios de R$ 30,00 à R$ 40,00. 40 paus em uma bateria é sacanagem né?!
Até que um dia achei o Box 87, e um senhor muito gentil me atendeu e me deu a ótima notícia de que a bateria que eu tanto procurava era somente R$ 18,00. Nesse dia, aproveitei e comprei varias outras coisinhas. E sempre que preciso de outras coisas vou lá, e sou sempre bem atendida por todos, mas gosto de negociar diretamente com o Sr. Careca, que é muito bom de jogo!
Clique na imagem para melhor visualização
 Então #ficaadica: Ta precisando comprar capas, películas, baterias, pendrives, recarregadores, aparelhos Nextel, cabos, adaptadores e outros do gênero? Nada melhor que ir ao Box 87 “Careca e Célia”, é bem fácil de achar. Fica na Entrada em frente à Banca de Jornal (conforme indica foto). Entra, 1ª a direita, depois 1ª esquerda e pronto. Qualquer dúvida ou consulta de preço, dê uma ligada para o pessoal. Ou, faça contato comigo, que faço a ponte. Lembrem dessa recomendação: 
Box 87 a 89 Quadra D !

30/06/2011

MADUREIRA.. (LÁ, LAIÁ) DOCE INFÂNCIA..

Sinto muitas saudades das pessoas que fizeram parte da minha infância. Infelizmente o tempo passa pra todo mundo e acabamos nos tornando adultos. A vida nos obriga a isso. Adultos são cercados de responsabilidades e sem tempo pra nada. Eu, muito mal tenho tempo de escrever algo pra publicar nesse blog! Um filho, Marido, um gato e um emprego tomam muito tempo de mim. Mas de vez enquando me pego pensando no meu passado e lembro do quanto minha infância foi ótima. Ás vezes sinto que fui uma das ultimas pessoas que curtiu a infância como ela tem que ser. Sem essa coisa de computadores, playstations e etc. Brincávamos de piques e nos arrebentávamos nas ruas de paralelepípedo. 
Rua Mano Décio da Viola, Antiga Itaúba.. Saudades!
 
Pode passar o tempo que for, existem fatos e pessoas que nunca sairão da minha mente, do meu coração.
Inicio pela Bebel. Minha melhor amiga de infância. Tinha uma família maravilhosa e grande, que nos ajudou muito e sempre nos teve como se fosse da família também. Ela era muito querida, nunca foi egoísta e sempre deixava claro o quanto gostava e se importava conosco. Sua mãe, hoje falecida tia conceição era ótima. De vez enquando dou uns gritos inspirados nela. Ela soltava uns sonoros “ôôôô Beeeeeeebeeeeeeeelll” que se ouvia a quilômetros de distancia. Tia conceição era muito gente fina e tentou me ensinar a fazer crochê. O Pouco que sei, aprendia a fazer com ela. Tinha a Juliana, prima da Bel. Era a menina educada que me inspirava. Também éramos muito amigas. A Ju tentava me deixar um pouco mais feminina, porque eu era muito moleque. Eu achava lindas as suas mãos e adorava vê-la tocando piano. A Ju já chorou muito nos meus ombros por causa do Xandinho... Um menino muito legal que era meu vizinho. A Bel tinha ainda os primos, Fabinho, Paula, André e Vinícius, todos com risadas muito engraçadas. Lá na Rua, tinha a Tia Gina que era mãe da Andréia, do Anderson Moumou e do Denílson Pintuim. São pessoas que estarão eternamente no meu coração. Eu os achava frágeis demais pela situação que viviam. A porrada comia de vez enquando, mas todos eram muito unidos. Parente deles, o Alex “Macumbinha”, era muito louco e fazia uns sons maneiros com a boca e contava várias histórias da Febem. Acho que ele imaginava tudo aquilo! O Pai dele, Wando, vivia cantarolando “Moleque Thiago... vem dindim!” Thiago era meu Primo.
Meus amores de Infância foram Um Jorge que morava na parte de cima da rua, e que minha irmã mais velha beijou-o por mim, o Alexandre dos Caixotes, só porque ele tinha o cabelo lindo, o Rafael do Prédio verde que tinha um nariz mega estranho e o Arlindo. Bom, o Arlindo era inexplicável. Ele tinha os olhos verdes e eu só enxergava isso. De resto era tudo.. de ruim! Gago, magrelo, orelhudo e dele eu gostava mesmo assim. Um dia ele tentou me beijar e meu primo Marcelo deu um pau nele. Meu primo me dizia “Enquanto eu não tiver uma filha mulher, não largo do seu pé!” Ai já viu.. Me marcava durinho. Mas no fundo eu amava essa proteção de irmão mais velho. Só consegui dar meu primeiro beijo depois que ele morreu. Se ele fosse vivo, talvez eu não tivesse feito tanta besteira...
Ao lado da minha casa, tinha a família do Rodrigo e do Vitor. O Rodrigo é um cara Show até hoje. O único dessa galera toda que tive contato algumas vezes depois que cresci. Nunca vou esquecer que ele quem me ensinou a cuspir. Rsrsrs O pai dele era muito engraçado e a mãe dele, Tia Ana fazia ótimos bolos. O Vitor era gatinho e tinha um probleminha que só quem conhece sabe. O Tio Carlinho, pai dele, me deixava paradona nas suas histórias e contos.
Ah.. Não posso deixar de falar da Renata, filha da Dona Branca, Irmã da Mônica e do Silvério, que moravam em frente a minha casa. Essa sumiu do mapa, ninguém sabe e ninguém viu. Ela dizia que seu nome era Renata Costa Porthum Berg de Oliveira Neto rsrsrs... Mas nunca acreditei, porque mentia que nem sentia. Mas sinto saudade dela. Já tentei achar no Facebook, no Orkut, e não achei nada com esse singelo sobrenome.
Muita.. Muita saudade dos meus tempos de criança... Madureira.. Melhor fase da minha vida!!

29/06/2011

VIVA HOJE!


Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver.. Um trabalho não terminado, uma conta a ser paga..
Ai sim a vida começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera por ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até você perder 5 quilos; até que você tenha filhos; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite; até segunda de manhã; até que você tenha comprado carro e casa novos; até que estes tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno, primavera; até que você esteja aposentada; até que aquela música que te faz pensar toque; até que você esteja completamente bêbada; até que você fique sóbria outra vez...
Não adianta esperar morrer pra decidir que não há hora melhor pra ser feliz do que agora mesmo!
Felicidade é a viagem. A viagem de viver cada dia intensamente. Não importa se chove ou faz sol. Não importa se tenha nascido ou morrido alguém especial. Não importa se alguém tenha te surpreendido pro bem ou pro mal. Felicidade é uma Viagem, não um destino! Absolva tudo de bom e de ruim para o seu crescimento pessoal e espiritual. Pense nisso!